30 agosto 2006

Pontos Turísticos de Leça

Certas localidades são conhecidas por ter pontos turísticos ou coisas tradicionais que atraem gente para as visitar. O Porto tem as pontes e as francesinhas, Barcelona tem as obras do Gaudi, Cannes tem o festival de cinema, Itália tem as pizzas e as massas, etc., etc.
Leça tem o farol, a casa de chá e uma data de restaurantes, mas acho que há coisas típicas de Leça que podiam atrair turistas e forasteiros visitantes.
As nortadas, por exemplo. Leça tem nortadas todo o ano. Já vejo os reclames na televisão, e brochuras turísticas a dizer em Leça da Palmeira pode desfrutar das melhores nortadas do país. Visite Leça. Era bem pensado. Os pacenses a virem cá num Domingo qualquer, almoçar e depois andar por Leça a levar com vento e a pensar realmente aqui a nortada é mesmo boa. Lá em Paços de Ferreira não é assim.
Era as nortadas e o nevoeiro. Venha a Leça da Palmeira. E veja nevoeiro como nunca antes viu. Nas noites de Verão... Isto era inovador. Qualquer turista que venha ao Porto tem que comer tripas e uma francesinha. Qualquer turista que vá ao Minho tem que provar uma grande rojoada. Em Leça, era obrigatório as nortadas e o nevoeiro.
Acho que o Presidente da Junta devia dar uma vista de olhos por aqui, porque era uma oportunidade única de promover Leça.

20 agosto 2006

Totobola

O Totobola é o jogo social mais decadente que existe. Consegue ser pior que as raspadinhas e a Lotaria Nacional Clássica. Para mal dos cauteleiros que ainda resistem por aí, tipo aquele senhor baixinho que andava pelo estádio do Leça. Lembro-me de estar a ver um qualquer jogo do meu Leça FC e ouvir mais lá para o meio da bancada "é a sorte pr'amanhã" ou então "é pr'amanhã prá roda dos milhões". Enfim. Falando em Roda dos Milhões - e aqui deixo um abraço apertado finex para o Jorge Gabriel - a extracção da Lotaria não é a mesma coisa sem a cantoria dos funcionários da Santa Casa (SCML) em directo nas noites de Segunda da SIC.
Mas o Totobola exagera. Já lá vai o tempo em que as pessoas se interessavam por futebol ao ponto de preencher o boletim, arriscando palpites para o Freamunde-Chaves ou Trofense-Marco. Já ninguém quer saber do 1 1 X 2 1 X X 1 2 X 1 1 1. Quando era pequeno via sempre à Quarta-Feira, antes do Telejornal, o mítico Vamos Jogar no Totobola, onde dava uma reportagem sobre uma coisa qualquer e depois saía o palpite da RTP para a jornada do fim-de-semana. Hoje nada disso. Com muita pena minha.
O Totobola anda pior que o chapéu de um trolha. Mas o cúmulo ainda é o Totobola de Verão. O futebol português está de férias, por isso a grelha de jogos contempla os desafios dos campeonatos da Suécia e da Finlândia. Será que isto vale a pena?
Eu acho que era melhor legalizar as apostas (juntamente com os psicotrópicos). Acho que hoje as pessoas preferiam muito mais apostar num resultado e ganhar dinheiro com isso, em vez de apostar em treze resultados - mais o fenomenal Super 14 - e ter que acertar onze para ter prémio. Porque é que a SCML não pensa nisto? Uma ganzinha devia fazer jeito para aqueles lados...
Isto faz-me lembrar a polémica por causa da Betandwin. Os casinos e a própria Santa Casa acham que detêm o direito sobre tudo o que é jogo em Portugal, portanto não pode haver publicidade a sites de apostas da internet, nem eles próprios podem estar disponíveis em Portugal, portanto a Liga de Futebol não pode ser patrocinada pela Betandwin (porque assim a SCML perde dinheiro, óbvio). Mas antes de a Liga assinar contrato com a Betandwin, a Betandwin estava disponível na internet. Não teria sido mais fácil obrigar os fornecedores de net a cortar sites de apostas?
Melhor ainda era a SCML criar casas de apostas, mais uma vez digo. Basta pegar em jornais e revistas de futebol (estrangeiras também), ou ver um pouco de SportTV para sermos bombardeados por anúncios da Betandwin, já para não falar de alguns clubes estrangeiros que são patrocinados por ela. É sinal que aquilo dá dinheiro. Mais que o Totobola. Mais que o extinto Totogolo. Se eles fumassem uns percebiam isto. Mas não devem fumar, porque preferem fazer renovações num Totobola já doente terminal em vez de acompanharem a evolução dos tempos.