30 março 2007

PNR - O (Polémico) Cartaz

Vi uma notícia sobre um cartaz que o PNR, o partido nacionalista do nosso país, afixou num outdoor na rotunda do Marquês, em Lisboa. Gerou-se imediatamente uma enorme discussão, nomeadamente no Parlamento, sobre a legitimidade do partido em difundir as ideias que o norteiam. O partido é assumidamente nacionalista, para não dizer de um fascismo misturado com racismo e/ou xenofobia. Houve quem dissesse que "são os riscos da democracia"... pois claro que são! Um país democrático tem que saber viver com coisas destas, mesmo que elas façam lembrar o Estado Novo, essa ferida aberta que ainda hoje marca a mentalidade portuguesa.
O PNR é um partido pequeno que gera um enorme mal-estar sempre que veicula as suas ideias. Gostava de saber como reagiria o país se o PNR tivesse a projecção que tem o seu congénere francês de Jean-Marie Le Pen. Ou do austríaco Jörg Haider...
Mas o que me levou a escrever este texto não foi a discussão política/ideológica. Foi o cartaz em si. Primeiro por causa da cara com que o chefe do partido, José Pinto Coelho, ficou na fotografia. Expressão mais que séria, olhos arregalados, como que a querer condenar alguém. Os políticos normais não arriscam aparecer assim! Ele sim. Politiquices à parte, este é um exemplo do verdadeiro cartaz de campanha!

05 março 2007

Músicas Promocionais

Há uma coisa a que eu acho imensa piada. Aquelas músicas que por vezes as televisões fazem para se auto-promoverem - como esta que a RTP fez para celebrar os seus 50 anos - que incluem todas as caras que compõem o quotidiano das emissões.
O pessoal canta com alegria, abana-se, sorri, faz palhaçada para as câmaras, ... Estas músicas fazem lembrar as que se faziam para beneficência nos anos 80. Com a desvantagem de não terem alguém como o Bruce Springsteen na "We Are The World", na partevdo refrão final em que ele quase que deita a garganta cá para fora. Cá em Portugal tinham que pôr algo parecido com o riso de José Carlos Malato...

01 março 2007

Artesanato

Estava a pensar, e descobri uma coisa interessante. As pessoas aprendem a fazer trabalhos manuais tipo coser, bordar, fazer cestos, etc., etc. Também se pode pensar em cozinhar, pintar, esse tipo de coisas.
Fazer charros também devia entrar para o ramo do artesanato. No fundo é algo feito à mão, e não pode ser considerado produção em série, porque um charro não sai sempre igual, tal como acontecia nas oficinas antes da industrialização, quando não se tinha inventado a linha de montagem.