24 abril 2007

Eleições na Madeira

Já que falei do líder regional madeirense, cá vai: começou a campanha para as eleições regionais do arquipélago. Como não podia deixar de ser, Alberto João Jardim aproveita para disparar mais uns tiros contra o Continente.
No comício de abertura da campanha, o Presidente do Governo Regional disse, sempre de dedo em riste:
"Os ministros fascistas e socialistas do Continente continuam a prejudicar a Madeira! Se eles não nos deixarem seguir o nosso caminho na liberdade da República Portuguesa, nós procuraremos outros caminhos!"
Ora aí está! Mais uma ameaça de independência. Ou AJJ representa um daqueles casos de cão que ladra não morde, ou então um dia destes ele pega e vira mesmo as costas ao Continente.
Era lindo ver a Madeira independente! Mais um membro para a CPLP, quem sabe para a ONU e para a UE. Mas mais engraçado que isso era o Cristiano Ronaldo deixar de ser português! Acabavam-se as finais do Euro e os Mundiais para ele - e se calhar para a própria selecção.
Voltando à parte das eleições, para terminar. Depois daquele discurso inflamado, havia um conjunto em palco a tocar uma música cuja letra, cantada pelo vocalista e pelo próprio AJJ, dizia assim: "quem é que não acha/que é o PSD que põe a Madeira em marcha?" Genial! O que seria da nossa vida sem estas coisas.

Em Homenagem

Faleceu o antigo Presidente da Rússia Boris Yeltsin. Enquanto político, Yeltsin suscitava, naturalmente, opiniões diversas. Mas não vou discutir as ideias políticas dele. Ele era mais que um político. Era um senhor!
Yeltsin era a versão russa de Alberto João Jardim. Se na Rússia houvesse Carnaval à moda latina, imagino o presidente mascarado e a tocar tambor pela Praça Vermelha fora, todo transpirado e já com umas vodkas a mais. À semelhança do líder madeirense, Yeltsin não se coibia de dançar em público e de, por vezes, usar um discurso virulento.
De qualquer forma, mérito a Boris Yeltsin. Ele foi o homem que assumiu o governo da Rússia logo após a queda do comunismo, conduzindo-a em direcção ao capitalismo, sem que se perdesse a imagem respeitável e temida do seu país. Na hora da despedida, aqui fica a homenagem.