Em 1989 saía este Disintegration, assinado pelos The Cure. Em 12 de Novembro de 2004 adquiri uma cópia. Já conhecia os singles Lullaby e Love Song, mas ao ouvir a primeira música levei a mão à boca; na segunda levei as mãos à cabeça. Estava em presença de um grande disco.Disintegration é tão fascinante como a faixa Lullaby deixa transparecer. Os Cure criaram neste registo algo como música para paisagens, com longas introduções e letras intermináveis, associadas a instrumentais por vezes melancólicos. Às primeiras audições, o disco começa a parecer pesado, especialmente quando se chega ao "lado B", mas a sucessão de "canhões" como Prayers For Rain, Disintegration ou Homesick fazem deste um álbum nada menos que sublime.
A voz de Robert Smith encaixa com uma luva em Disintegration. Nada de esganiçado, antes a deixar transparecer uma depressão em que o álbum nos quer fazer entrar. Recomendo:
Plainsong
Pictures Of You
Last Dance
The Same Deep Water As You
Untitled
1 comentário:
De minha parte, acrescento "Lovesong" às tuas recomendações.
Este é, sem dúvida, um álbum memorável, de díficil (dolorosa...?) escuta de príncipio a fim, uma viagem que o ouvinte deseja (para seu bem e também mal) nunca terminar, numa dicotomia que, no caso, funciona na perfeição.
Um registo emoçionado, para emoçionar, onde Robert Smith eleva o seu universo de "horror", de amor e morte, a um patamar estratosférico.
Um álbum de escuta obrigatória, de coração aberto.
Um abraço
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