07 dezembro 2009

Mão Cheia III

Os cinco melhores originais dos Depeche Mode:
Everything Counts
Strangelove (versão single)
World In My Eyes
Walking In My Shoes
When The Body Speaks

24 agosto 2009

As justificações para o caso dos cegos do Santa Maria são areia que nos estão a atirar para os olhos

Como se assassinam músicas

Foi recentemente lançado um CD que reúne vários clássicos que venceram o Festival RTP da Canção, interpretados por uma série de jovens cantores quase desconhecidos, qual nova vaga de talentos a fervilhar para entrar na alta roda.
Tudo bem que é preciso dar oportunidades aos mais novos, mas numa colectânea de marcos da música portuguesa de uma época já longínqua, mas que ainda hoje são recordados, teria sido muito melhor chamar os artistas originais para reinterpretar as canções que os imortalizaram.

13 agosto 2009

11 agosto 2009

Mão Cheia II

E já que estava com a mão na massa, enchi a outra mão com as melhores composições dos Cure:

The Funeral Party
A Night Like This
Catch
Plainsong
High

Mão Cheia

Uma mão cheia com os melhores originais que os U2 gravaram:

New Year’s Day (12”)
The Unforgettable Fire
I Still Haven’t Found What I’m Looking For
Even Better Than The Real Thing
Magnificent (12”)

Joana Amaral Dias

Foi convite indecente ou pergunta inocente? O que quereria realmente o secretário de estado socialista da quase incógnita militante bloquista? Os contornos desta questiúncula talvez não venham a ficar tão definidos como os da militante, mas é aqui que nos devemos debruçar.
Joana Amaral Dias parece antes uma qualquer ex-actriz de Morangos Com Açúcar do que militante de esquerda – coloquem-na ao lado de Heloísa Apolónia, por exemplo. A quase vergonha de Paulo Campos em se justificar na televisão deixa no ar a sensação de que a queria convidar a ingressar no seu partido só para ver se a conhecia melhor.
Talvez todos os deputados dos outros partidos se sintam assim. Imagino Nuno Melo a tentar seduzi-la com a sua demagogia; ou mesmo Paulo Rangel a ter um ataque de espirros só por se cruzar com ela à porta do parlamento, enquanto Pedro Santana Lopes se ri a um canto como que a dizer “eu já lá andei…”
Joana Amaral Dias é uma presença tão diferente do estereótipo mais odetesantista ou ferreiraleitista das mulheres da política portuguesa, que é normal e natural que membros de outros partidos a queiram por perto.
Joana não é daquelas raparigas muito bonitas que abrem a boca e só dizem disparates. Ela é capaz de dar uma valente descompostura política, ou de fazer valer a psicologia e tirar a pinta a quem lhe aparece à frente.
Raparigas que conjugam beleza e inteligência intimidam. Até eu me sinto intimidado enquanto vejo as notícias no sofá!

20 julho 2009

O melhor homem de Portugal

Todos os domingos, as primeiras páginas da revista J presenteiam os leitores com fofoquices sobre celebridades nacionais e internacionais que de alguma maneira se relacionem com o mundo do desporto.
Naturalmente que os casamentos, divórcios, amores e desamores dominam, à mistura com futilidades sortidas que raramente trazem algum benefício a quem lê.
Esta semana houve uma que excedeu os limites. Yannick Djaló e a actriz Luciana Abreu anunciaram o seu romance através… de um comunicado “afixado” no site da menina.
A ideia do comunicado já roça o ridículo. Ninguém no seu perfeito juízo se lembra de divulgar ao público tão formalmente que começou a namorar com alguém. Mas não acaba aqui.
Prosseguindo a leitura, Luciana diz que só concebe entregar-se a um homem que corresponda a nada mais, nada menos que 14 valores e princípios morais.
Depreende-se, então, que Djaló será o homem mais perfeito de Portugal, conseguindo reunir na sua personalidade todos estes atributos. Certamente que a sua ex-namorada e mãe do seu filho achará o mesmo.

Português exótico

No Brasil sou português, em Portugal sou brasileiro, como dizia o outro. Havia ainda outro que dizia pimbolim é matraquilho. Razões para a criação de um guia lexical para não parecer mal quando for ao Brasil… ou deverei dizer antes passar mal?

em Portugal/no Brasil
autocarro/ônibus
comboio/trem
fotocópia/xerocópia
frigorífico/geladeira
câmara de filmar/filmadora
telemóvel/celular
aparelhagem/vitrola
banda sonora/trilha sonora
camião/caminhão
hospedeira/aeromoça
empregado de mesa/garçom
polícia (agente)/policial
x-acto/estilete
fino (cerveja)/chope
guarda-redes/goleiro
camisa de dormir/camisola
camisola/camiseta
cuecas (de mulher)/calcinha
fogo! (interj.)/droga!
bolas! (interj.)/diacho!
gajo/cara
prostituta/rapariga
rapariga/moça
caramba!/puxa vida!
chato puxa/saco
golo/gol
baliza/gol
travar/frenar
travão/freio
apanhar constipação/pegar resfriado
sofrer golo/tomar gol
Verão/Inverno
Inverno/Verão
adeptos/torcida
claque/torcida organizada
castanho/marrom
Irão/Irã
República Checa/República Tcheca
Portugal/país irmão
canadiano/canadense
polaco/polonês
dinamarquês/danês
conduzir (carro)/dirigir
remate, chuto/chute
relva/grama
aluguer/aluguel
disparate/bobagem
parvo/bobo
reboque (automóvel)/guincho
mercearia/quitanda
rebuçado/bala
café snack-bar/lanchonete
VW Carocha/Fusca
taça (desp.)/copa
dar os parabéns/parabenizar
boleia/carona
Iran Costa/quem?

25 junho 2009

Zé Pedro é o Keith Richards português

“São duas datas, mas podem eventualmente coincidir” Cavaco Silva sobre as próximas eleições

Um dia, há muito tempo, Cavaco Silva foi ao dentista, e o médico disse-lhe para nunca retirar aqueles rolinhos de esponja que se põem entre as gengivas e a bochecha

26 maio 2009

A música ligeira canta crises de meia-idade

Kate Bush é uma espécie de Björk dos anos 80

Britney Spears é a Amy Winehouse americana

A credibilidade de um artista estraga-se quando este lança um álbum de versões. Talvez sem dinheiro, e definitivamente sem saber o que cantar, Chris de Burgh aparece em 2009 com um disco de versões de clássicos dos anos 60/70. O homem de High on Emotion na lama.

Será que o jornalista iraquiano que se descalçou e atirou os sapatos a George Bush é também praticante de andebol? Revendo as imagens, foram dois grandes livres de 7 metros.

Júlio Isidro é o Fernando Tordo dos apresentadores

Quando os homossexuais – quer homens, quer mulheres – se casam, qual dos cônjuges adopta o apelido do outro?

Dez nomes que não punha à minha filha

Alzira
Francelina
Jéssica
Esperança
Neuza
Cremilde
Amália
Camila
Bruna
Graciete
[pensei também em Goretti e La Salete]

10 abril 2009

Praga

Viajar é a melhor forma de percebermos quem somos, qual é a nossa maneira de ser, que papel desempenhamos no mundo, e naturalmente, que diferenças temos em relação aos outros países.
Durante a minha passagem por Praga (17-26 Março) apercebi-me de que faço parte de um povo muito diferente dos checos.
Enquanto os portugueses - para o bem e para o mal - são um povo bem-disposto, quente como o clima mediterrânico, e sem medo de fazer estardalhaço onde quer que vão, os checos primam pela sobriedade. Falam pouco - um amigo português confidenciou-me que chegaram a mandá-lo calar num tram - e não esboçam facilmente um sorriso, o que até se entende, se pensarmos que o século XX checo(slovaco) teve nazis e comunistas a tentarem mandar no que não era deles, e que a nação checa só em 1994 pôde seguir o seu caminho em liberdade.
No entanto, o país parece ter-se libertado de todos os jugos. A única coisa que faz lembrar os velhos tempos é o tram, o eléctrico que circula por quase todas as ruas. De resto, Praga não faz lembrar mais nada, é Praga por si só sem precisar de copiar nada de outras paragens. A vista do Castelo desde o rio é magnífica, assim como a vista da cidade desde o cimo do Monte Petrín.
Não existe um desordenamento das construções como se vê em Portugal, onde é possível encontrar um edifício pós-moderno ao lado de uma casa antiga. Em Praga tudo encaixa na sua própria envolvência, desde os museus aos shoppings. Mais importante que isso, é uma cidade limpa, daquelas que faz hesitar em atirar a pica do cigarro. Lá é possível caminhar sem olhar para o chão com medo de calcar uma prenda.
A Praça Venceslau é uma Avenida dos Aliados em ponto grande; o relógio astronómico é mais famoso do que espectacular; o Museu do Comunismo é quase clandestino por ser tão difícil de encontrar, mas vale bem a pena visitar; a Ponte Carlos, apesar de bonita, é também mais famosa do que espectacular; e o Museu Nacional permite conhecer bastante bem a vida na Checoslováquia entre 1900 e a II Guerra.
Voltando à maneira de ser dos checos, outro factor que ajuda à personalidade fechada é o estado do tempo. Enquanto lá estive, a temperatura nunca passou dos 10ºC, e à noite descia até aos -3º com facilidade - embora parecesse menos frio à noite que de manhã. Mesmo durante o dia parece estar escuro, tantas são as nuvens que ameaçam largar água e só largam uma leve morrinha.
No meio de tudo o que visitei - também conheci Liberec e Viena - há uma imagem que me fica, mais que todas as outras: atravessar a Ponte Carlos a caminho da cidade velha debaixo de neve, coisa que nunca tinha experimentado.
Só é pena, regressando às ideias iniciais do texto, que Portugal seja um país quase incógnito no mundo. Nas lojas de recordações - ou deverei dizer antes recuerdos? - da zona turística de Praga os empregados falavam sempre em italiano ou espanhol, mesmo depois de dizer que era português!
E agora não sei como hei-de concluir. Não falei de comida, mas também não cheguei a provar nenhuma especialidade checa, daquelas à base de salsichas.
Gostei do U Fleku, que é caro, mas produz a sua própria cerveja (preta), a melhor que bebi enquanto lá estive - bem melhor que a clássica checa Staropramen.
O balanço final é positivo, Praga aprova, mas o regresso a casa são e salvo é sempre um grande momento. Gostei imenso dos locais que visitei, mas quem me tira o meu país tira-me tudo... ou quase!

08 março 2009

365 dias depois - The Cure no Pav. Atlântico

Há um ano, por esta hora, os Cure estavam provavelmente a jantar antes de mais um concerto da sua 4Tour 2008. Nessa noite era a vez de Portugal ver e ouvir o que o agora quarteto tinha para mostrar. Ainda sem álbum novo, que só sairia em Outubro, mas com uma extensa viagem pelos vários momentos da carreira e um ou dois inéditos pelo meio. Eu estava lá. Não dei o meu tempo por mal empregue. Eis o que ouvi há um ano:


Plainsong
Prayers For Rain
A Strange Day
alt.end
The Blood
The End Of The World
Lovesong
A Boy I Never Knew
Pictures Of You
Lullaby
From The Edge Of The Deep Green Sea
Kyoto Song
Please Project
The Walk
Push
Friday I'm In Love
Inbetween Days
Just Like Heaven
Primary
Never Enough
Wrong Number
One Hundred Years
Disintegration
---
At Night
M
Play For Today
A Forest
---
The Lovecats
Let's Go To Bed
Freak Show
Close To Me
Why Can't I Be You?
---
Boys Don't Cry
Jumping Someone Else's Train
Grinding Halt
10:15 Saturday Night
Killing An Arab

07 março 2009

Lookalike N.º 7


Dez apelidos que não gostava de ter

Rêgo
Cabrita
Albuquerque
Brás
do Ó
Leite
Pita
Raposo
Botelho
Brochado

01 março 2009

Dez nomes que não punha ao meu filho

Albano
Casimiro
Delfim
Valdemar
Onofre
Celso
Hernâni
Alfredo
Rúben
Nélson

Dez artistas portugueses que fazem desejar ser surdo

Xanadu
André Sardet
Ritual Tejo
Santamaria
Jorge Fernando
José Malhoa
João Pedro Pais
Fernando Tordo
Pedro e os Apóstolos
Íris

11 fevereiro 2009

Dez artistas que fazem desejar ser surdo

Céline Dion
Cher
Vaya Con Dios
Bonnie Tyler
Travis
Meatloaf
Roxette
Kelly Family
James Blunt
Robbie Williams

Dez países que fazem pensar "que bom ser português!"

Somália
Ruanda
Mongólia
Tadjiquistão
Burundi
Albânia
Cambodja
Eritreia
Arménia
Espanha

Dez sítios de onde não gostava de ser

Baguim do Monte
Vale de Cambra
Cartaxo
Chamusca
Vila Nova de Poiares
Paços de Brandão
Mem Martins
Entroncamento
Baixa da Banheira
Santa Comba Dão

30 janeiro 2009

Como ouvir um disco

Para ouvir decentemente um disco é preciso seguir dois passos. Primeiro deve-se escutar em silêncio, com atenção, na íntegra. Duas vezes. Três talvez.
Depois faz-se o contrário: ouve-se enquanto se está a fazer outra coisa qualquer. A ler, a escrever, ao volante, a estudar, a conversar com alguém, enfim… com menos atenção.
Sem estar concentrado na música, não se presta tanta atenção ao detalhe, antes à sonoridade, à forma como a música se move pelo ar. É ai que se tem a full picture da obra.
Os bons discos deixam logo uma impressão ao fim da primeira audição. Quatro, cinco músicas, e mais uma ou outra que talvez. Há outros que passam mais ao lado, muitas vezes porque a música soa demasiado banal.
E há aqueles álbuns que só se consegue ouvir com atenção, senão não é possível tirar todo o prazer da música. Esses é que são os verdadeiros clássicos, não a música passageira que se faz nos 00s.
Porque um álbum deve ser mais que uma simples colecção de canções.