Foi convite indecente ou pergunta inocente? O que quereria realmente o secretário de estado socialista da quase incógnita militante bloquista? Os contornos desta questiúncula talvez não venham a ficar tão definidos como os da militante, mas é aqui que nos devemos debruçar.Joana Amaral Dias parece antes uma qualquer ex-actriz de Morangos Com Açúcar do que militante de esquerda – coloquem-na ao lado de Heloísa Apolónia, por exemplo. A quase vergonha de Paulo Campos em se justificar na televisão deixa no ar a sensação de que a queria convidar a ingressar no seu partido só para ver se a conhecia melhor.
Talvez todos os deputados dos outros partidos se sintam assim. Imagino Nuno Melo a tentar seduzi-la com a sua demagogia; ou mesmo Paulo Rangel a ter um ataque de espirros só por se cruzar com ela à porta do parlamento, enquanto Pedro Santana Lopes se ri a um canto como que a dizer “eu já lá andei…”
Joana Amaral Dias é uma presença tão diferente do estereótipo mais odetesantista ou ferreiraleitista das mulheres da política portuguesa, que é normal e natural que membros de outros partidos a queiram por perto.
Joana não é daquelas raparigas muito bonitas que abrem a boca e só dizem disparates. Ela é capaz de dar uma valente descompostura política, ou de fazer valer a psicologia e tirar a pinta a quem lhe aparece à frente.
Raparigas que conjugam beleza e inteligência intimidam. Até eu me sinto intimidado enquanto vejo as notícias no sofá!
Sem comentários:
Enviar um comentário