Capa em fundo negro, com a silhueta de uma rosa em vermelho ao meio. Pressiona-se “play”, e o que se ouve condiz com os tons negros da capa.Lançado a 19 de Março de 1990, já com dois singles esmagadores no bolso, Violator consuma tudo aquilo que os Depeche Mode procuraram nos seis álbuns anteriores. É o último claramente electrónico da banda, e aquele em que o quarteto inglês atinge o topo.
World In My Eyes é música de salto alto, com uma classe e uma lucidez pop quase inebriantes. Um passo à frente está a icónica Enjoy The Silence, possivelmente o tema mais bem tirado de toda a carreira dos Depeche Mode. Num disco que contém ainda Policy of Truth – outra faixa bem consciente do seu tempo – e Halo, falar em Personal Jesus soa a chavão.
Este é um disco onde tudo é bem medido. É sóbrio sem ser demasiado brando; completo sem ser demasiado técnico; sombrio, mas com luz suficiente para não parecer pesado demais.
Violator é o melhor disco dos Depeche Mode. Talvez peque pelas escassas nove faixas, e encontrar o tema Dangerous no lado B do single de Personal Jesus faz pensar o que mais terá ficado esquecido dentro das gavetas. Fora delas ficaram ainda:
Blue Dress
1 comentário:
Uma capa icónica e bela, sem dúvida. Como uma imagem que fica após tudo o resto ficar para trás. O melhor é que tudo o resto aqui é de alto nível.
Do princípio ao fim os Depeche Mode convidam o ouvinte a uma viagem pela perfeição do seu universo, já preparada no excelente álbum precedente, Music for the Masses.
Sublimemente produzido, em Violator os Depeche encontram o som ideal para as suas composições e entendem que é possível arriscar sem descaracterizar a sua sonoridade, a mescla perfeita entre o melhor que nos oferece a Pop Electrónica de tons alternativos e vanguardistas. Talvez uma preparação para o debochadamente arriscado e belo Songs of Faith and Devotion.
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