Muitas bandas têm álbuns que apesar de serem bons, passam ao lado dos olhos do grande público. São os chamados álbuns subestimados, aqueles que deixam a sensação de que só nós os conhecemos.Este álbum dos INXS, de 1992, é um desses casos. Não deixou uma marca tão vincada como Kick, e até mesmo X, os seus predecessores, mas consegue estar acima de ambos.
Welcome… começa de forma bizarra, e evolui por terrenos insinuantes à boa maneira dos INXS, com um ocasional toque épico à mistura, cortesia da Australian Concert Orchestra, em Baby Don’t Cry, e Men and Women.
Pelo meio, nota-se um som mais maduro e inteligente que nos trabalhos anteriores, em Heaven Sent, Communication e no single Beautiful Girl; Strange Desire, uma canção elegante e provocante que depois de enlear o ouvinte ainda vai ao saxofone – mais uma vez os INXS a provarem que nem sempre o saxofone estraga canções –, também merece nota.
Tudo embrulhado na voz sedutora, por vezes sensual do falecido Michael Hutchence.
Há álbuns que mereciam mais reconhecimento, mas por outro lado, se tivessem sido um sucesso bombástico talvez hoje não se tivesse a mesma visão sobre eles. Ouvir ainda:
All Around
Back On Line
1 comentário:
Os INXS sempre me intrigaram um pouco por nunca terem sido associados a uma sonoridade/ género em particular, tendo, mesmo assim, variado a sua receita ao longo dos anos.
Penso que este álbum sofreu o sinal das severas mudanças sonoras de finais de 80 e inícios de 90 e consequente (ou terá sido causa... ou ambas?) redireccionar de atenções por parte da crítica "especializada". Só pelos temas destacados neste texto, é um disco merecedor de atenção.
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