05 março 2010

Invisible Touch

Em 1986, no mesmo ano em que Peter Gabriel lançava So – já visto neste blog – os Genesis regressavam aos discos, onze anos depois da saída do vocalista.
E se Gabriel sempre seguiu um caminho mais alternativo, o resto da banda que integrou o pelotão do rock progressivo nos anos 70 aproximou-se mais das massas, aspecto bem visível no single que dá nome ao álbum, e com isso venderam mais de sete milhões de cópias.
Apesar de ser um disco diferente do posicionamento inicial dos Genesis, em Invisible Touch o teclista Tony Banks mantém-se como a peça-chave do conjunto, a criar, e por vezes fantasiar ambientes sonoros, nomeadamente na longa Domino, e na esquizofrénica faixa de encerramento, o instrumental The Brazilian. Um tema cujo refrão foi usado, durante os anos 90, no anúncio televisivo de ingresso na Marinha portuguesa.
Land of Confusion é um dos pontos fortes do álbum – o vídeo, de fazer inveja à “Contra-Informação”, ganhou um Grammy – a par da leve Throwing It All Away, mas é em Tonight, Tonight, Tonight que mais se notam uns Genesis em forma.
Em tom baladeiro surge In Too Deep, mais próxima do trabalho de Phil Collins a solo, num álbum que rendeu cinco singles, mas que talvez provoque engulhos aos ouvintes mais puristas da banda, quando comparado com registos de outras épocas.

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